rapibase

2026-10-10 · 6 min de leitura

Como publicar um app feito com Claude Code, passo a passo

O Claude Code (ou o Cursor, ou o Codex) consegue escrever um app completo em uma tarde. O que costuma travar é o passo seguinte: o app funciona no localhost, mas os dados ficam no seu navegador, não existe um login de verdade e ninguém mais consegue abrir. Este guia leva o app daí até uma URL pública, com banco de dados e contas de usuário, e o seu agente escreve quase tudo.

O que você precisa

  • O código do app em uma pasta do seu computador (exportado do Lovable, Bolt ou v0 também serve).
  • Claude Code, Cursor ou outro agente com suporte a MCP.
  • Uma conta grátis na Rapibase. Sem cartão.

1. Crie o projeto

No console da Rapibase, crie um projeto e escolha o nome. Esse nome vira o seu endereço: meu-app.rapibase.com. O projeto já vem com o seu próprio banco Postgres, login de usuários, armazenamento de arquivos e hospedagem; não há nada para instalar.

2. Conecte o seu agente

No Claude Code, rode isto uma vez no terminal:

claude mcp add --transport http --scope user rapibase https://rapibase.com/mcp

Depois, dentro do Claude Code, digite /mcp, escolha rapibase e clique em Authenticate. O navegador abre e você escolhe o projeto e se o agente só pode ler ou também escrever. Nenhuma chave é copiada. No Cursor, adicione a mesma URL em ~/.cursor/mcp.json:

{ "mcpServers": { "rapibase": { "url": "https://rapibase.com/mcp" } } }

A seção Conectar do console mostra o comando exato para cada agente, incluindo Claude.ai e ChatGPT.

3. Peça para ele mover os dados

Abra a pasta do app com o seu agente e peça com as suas palavras. Por exemplo:

Use o meu projeto da Rapibase como backend deste app.
Passe tudo o que fica no localStorage para tabelas,
adicione cadastro e login com email,
e garanta que cada usuário veja só os seus dados.
Ainda não publique nada.

O agente lê o guia da Rapibase, cria as tabelas, ativa a segurança por linha para que o próprio banco decida quem vê o quê e muda o código para usar a API. A chave pública vai no frontend; a secreta fica no seu .env e nunca no chat.

4. Teste antes de publicar

  • Rode o app localmente e crie duas contas.
  • Salve dados com uma e entre com a outra: ela não pode ver.
  • Abra o app em outro navegador: os dados precisam continuar lá.

Se algo estiver estranho, conte ao agente o que você viu. Ele consegue ler os logs e as tabelas do projeto para achar o problema.

5. Publique

Quando estiver satisfeito, peça: "faça o build do app e publique na Rapibase". O agente sobe o build e o app fica em meu-app.rapibase.com, no mesmo domínio da API, então não tem CORS para resolver. Cada publicação é uma versão: se algo quebrar, você volta para a anterior pelo console com um clique. O agente só publica quando você pede; se algum dia fizer isso por conta própria, diga para não fazer.

6. O seu próprio domínio

No console, em Deploys, adicione o seu domínio (por exemplo www.meuapp.com) e crie no seu provedor de DNS o CNAME que ele mostra. O HTTPS é emitido sozinho na primeira visita, e o endereço da Rapibase continua funcionando.

Problemas comuns

  • O app precisa de um servidor (Next.js com renderização no servidor, uma API em Express). A maioria dos apps funciona como site estático mais funções TypeScript, que é o mais simples. Se o seu realmente precisa do próprio servidor, a Rapibase pode rodá-lo como serviço no mesmo domínio.
  • Ficou uma chave no código. A anon key foi feita para ser pública. A service key não: peça ao agente para movê-la para o .env e gere uma nova pelo console.
  • Login com Google. Crie credenciais OAuth no Google Cloud e adicione na configuração do projeto; o console mostra a URL de callback que você precisa registrar.

Teste com seu agente

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